Análise I'm Setsuna

A terra de gelo constante traz aquela sensação de nostalgia.

Eduardo Andrade
13/04/2017 11h02

Já analisamos o I'm Setsuna para PS4, mas agora vamos fazer a análise da versão do Switch e de alguém que nunca jogou antes.

Caso queira, pode conferir a primeira análise no link.

História

I'm Setsuna tem uma história muito boa que parece simples e rasa no começo, mas quando avança percebe que as aparências enganam e que o jogo esconde muito mais.

Em uma terra assolada pela neve existem alguns monstros que aterrorizam a vida dos humanos e nesse contexto foi encontrada uma solução para amenizar o problema.

De tempos em tempos, uma jovem tem que viajar para Last Lands e lá servir de sacrifício para afastar os monstros.

Só que esse tempo vem diminuindo e os tipos de monstros estão mudando, fazendo aparecer mais e, cada vez mais fortes.

Um pouquinho de spoiler, no final do jogo você descobre o que está causando essa mudança repentina nos monstros. É tudo por culpa do Sacrifício.

No jogo você está no papel do personagem Endir que foi contratado para matar o Sacrifício antes de chegar a Last Lands.

Ao conhecer Setsuna, que é o atual sacrifício, Endir acaba mudando de ideia e resolve ajudar na viagem até Last Lands. No caminho você conhece mais pessoas que querem participar da jornada e cada uma com uma história única.


 

Gameplay

O que mais agrada no jogo é justamente a jogabilidade. Parece aqueles jogos que voltam no tempo para a época de RPG de turno. E que te fazia olhar cada canto do mapa a procura de item secreto e inimigos novos.

Setsuna lembra muito os Final Fantasy, mas com algumas diferenças.


O modo de batalha é o bom é velho Turnos. Você ataca e espera uma barra encher para poder atacar novamente. Com um time de três personagens você pode variar bastante com a sua equipe. No meu caso, passei quase todo o jogo com um Guerreiro, uma Curandeira e um Mago.

Apesar dos personagens se moverem no campo de batalha, não depende de você a posição deles. O que acaba te obrigando a fazer novas estratégias.


O sistema de habilidade do jogo é um dos mais complexos que eu joguei. Para passar de nívrl, ao matar os monstro tem a recompensa de XP e alguns itens que o monstro deixa para trás.

Esses itens sãos combinados e transformados em Habilidade, quando vendido para o "alquimista" das cidades. Cada personagem pode equipar um tipo de habilidade que são divididas em duas classes.

Comando são habilidades que serão usadas durante a batalha e as de suporte trazem alguns efeitos na hora certa.

O sistema de batalha é sem dúvida o ponto forte do jogo.

 

Veredito


O  último grande RPG clássico que eu tinha jogado foi o Bravely Second, que é muito mais complexo que Setsuna.

 

É um tipo de jogo que faz falta nas prateleiras.

Setsuna consegue trazer todas as sensações daqueles RPG de antigamente, desde a dificuldade até mesmo a trilha sonora.

Prós

  • Dificuldade em algumas partes do jogo. Se você não subir uns LVLs empaca;
  • Modo de Batalha simples e com algumas novidades;
  • Combinação de habilidade entre dois ou três personagens.

Contra

  • Trilha sonora não é a pior, mas acaba sendo repetitiva;
  • Mundo pequeno com poucas cidades e coisas para fazer;
  • O começo do jogo chega a desanimar de tão chato, mas com um pouco de esforço, faz  valer a pena.

Confira abaixo o gameplay de I'm Setsuna.


Bonus Round: ( spoooooiler)

Ao final jogo, tem uma ilha secreta que você poderá visitar pegando uma aeronave. Lá você conversará com os desenvolvedores do jogo além de encontrar uma espada muito forte para o Endir e ainda, aumentar o nível de dificuldade dos monstros.

Confira algumas imagens dessa incrível ilha.

 

 

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