Análise



Análise | Need for Speed Payback

Fuja se busca mais um simulador de corrida

Wagner Alves
04/01/2018 23h31

Tive a oportunidade de jogar Need for Speed de 2015, que foi basicamente um reboot na serie, gostei muito e vi o potencial que a franquia tinha em mãos. Posso adiantar que Payback não chega ao topo, mas evolui bem se comparado ao seu antecessor, que na minha opinião já era bom. Já pontuo agora que se você busca um concorrente para Forza, GT Sports e afins, passe bem longe do game, pois ele está longe de ser um simulador e focar no realismo, Payback é mais descontraído com seu estilo mais arcade, o que me agrada muito já que não sou muito adepto aos simuladores em geral.

História

O enredo não é dos melhores mas ainda sim é melhor que a do Need (2015). Tudo se passa em Fortune Valley, controlada por um cartel intitulado "The House", o mesmo trai o protagonista Tyler, que agora se reagrupa com seus companheiros para se vingar e desmantelar a facção. Apesar de bem simples, a história conta com pitadas de ação a nível de velozes e furiosos, não a ponto de se tornar memorável, mas que somado aos outros pontos do game te fazem jogar até o final.

Jogabilidade

Como já citado no início, Payback tem seu estilo mais puxado pro arcade do que para um simulador de corrida, o que facilita sua jogabilidade e o torna mais "acessível" (não é muita gente que tem paciência para simulador). Temos no game 5 tipo de corridas/missões e assim 5 tipos de carros, cada um com sua peculiaridade, o que torna meio que obrigatório o uso do carro certo para a corrida/missão certa, que são divididos em: Corrida, são os tipos tradicionais para a finalidade do seu título mesmo; Off-Road, para as corridas fora da cidade e do asfalto; Arrancada, são os tipos específicos para os rachas; Drift, especializados e com os atributos focados para deslizar pelas curvas da estrada; Fuga, são carros reforçados para as fugas da polícia, que vale ressaltar aqui que está excelente, agora podemos "derrubar" os carros que nos perseguem e quando conseguimos temos um efeito "burnout" do feito. Temos a presença também equipamentos dos carros representados por cartas, são 6 tipos de cartas: Cabeçote, Bloco, ECU, Turbo, Exaustão e Câmbio; que variam em 5 tipos de marcas: Americana, Nextech, Chidori, Carbon e Outlaw; e 5 vantagens: Nitro, Salto, Freios, Velocidade e Aceleração, que abrange uma alta variação de combinações, aumentando seus bônus de vantagem. Essas cartas tem influência direta no desempenho do seu carro, para "upar" ele, e são adquiridas pela loja interna de auto peças, que se renova de tempo em tempo, pelo "trocar" que fica dentro da autopeças mas que são necessários as "fichas de peça", item que vem nas loot boxes do game (não seria um game da EA se não tivesse) ou que você troca por uma carta que você não usa mais. Há dois tipos de Loot Box no game a padrão, que contém 1 item estético, 1 ficha de peça e 1 uma ficha de saldo (dinheiro in game), e a Loot Box PREMIUM, que é adquirida com dinheiro real e contém os mesmo itens do padrão com o adicional de '2 Curingas', que não saberei lhes dizer especificamente do que se trata pois não gastei dinheiro na mesma.  

Gráficos

Os gráficos são bons, é muito agradável o cenário da cidade até o deserto, a transição do dia para noite e vice-versa. Os carros estão bem fiéis, com uma customização incrível e o visual de dano também está bacana, podemos ver nossos protagonistas dentro do carro. Até os carros do mapa, os genéricos, estão bem feitos.

Trilha Sonora

Este é um ponto que dificilmente a EA erra, as músicas escolhidas combinam com o game e com as corridas, obviamente umas mais que as outras. Menção honrosa para uma música BR no game: Raplord do Haikaiss (part. Jonas Bento). Segue o link da playlist do game no Spotify aqui. Cito também, apenas para não deixar em branco, os efeitos sonoros do motor, do pneu queimando e afins estão bem feitos.

 

Replay

Divido essa questão em duas partes: o replay in game e o replay pós game, calma, você já vai entender. O replay in game, trata-se de que dificilmente você vai se prender apenas no modo história e zerar o game sem fazer as atividades que tem de opção no game, entre uma missão/corrida e outra, você vai querer desafiar os pilotos de rua presente no mapa, achar todos carros abandonados conforme forem aparecendo, fazer as áreas de drift, os radares de velocidade, as disparadas e os recordes de saltos. E o replay pós games é continuar essas atividades que dificilmente você fará todas antes de terminar o game, além do primeiro conteúdo extra grátis (a primeira DLC), que habilita uma nova categoria de carro e um evento cheio de fases, mas que não cabe aqui agora, falo disso numa matéria futura. Mas enfim, esse game tem um replay enriquecedor e acredito que isso ainda vá aumentar, pois mais conteúdo extra deve vir por aí.

Veredito

Joguei o Need (2015) e gostei muito, com o anuncio de Payback esperava uma evolução de seu antecessor e recebi o que esperava, um jogo de corrida "arcadezão" que me prendesse e que tem bastante coisa pra fazer. Se você procura um game de corrida mais descontraído, que não seja um simulador, este é o game perfeito, você vai passar horas correndo, se divertindo e tunando seu carro, que aliás está com muitas opções bacanas também. Compre sem medo.

Prós

  • Viciante
  • Bastante opções de carro para um NFS
  • Loot boxes esquecíveis

Contras

  • Alguns modelos de carros tem um limite de nível (300), não se podendo usar até o final do game.

Esta análise foi feito na versão de PS4, mas o mesmo se encontra disponível também para Xbox One e PC.

AvaliaçãoNota
História 6
Jogabilidade 9
Visual 8
Áudio8
Replay 10

NOTA FINAL

8.20

Veja também