Análise



Análise The Red String Club

Drinks, ciborgues e uma crítica a felicidade

Júlia Marra
03/04/2019 15h11

Um jogo com um barman, um hacker e um cirborgue? Confesso que nunca tinha jogado algo do tipo, ainda mais com um visual retro e 16 bits!

A História

Era uma vez... um bar! Chamado The Red String Club – e tarãn, temos o nome do jogo! – o bar possui Donovan como barman, que tem a capacidade de ler as emoções e a alma de seus clientes através de drinks preparados por ele mesmo. 

Tudo começa quando “a ciborgue” Akara 184 chega ao bar enquanto Donovan e seu amigo hacker Brandeis estão tento uma breve conversa. A ciborgue chega com o aspecto de quem passou por apuros e para descobrir quais apuros foram esses, Brandeis se conecta com Akara, utilizando suas memórias.

Akara foi construída pela Supercontinente com o intuito de fazer as pessoas mais felizes e é o primeiro ciborgue com noções de ética. Ela realiza “cirurgias” pela Supercontinente para.... preparem-se: implantar módulos de melhoria nos humanos! Ou seja, se você está triste pois não tem muitos seguidores, a Supercontinente possui um modulo que pode aumentar seu carisma ou até mesmo seu “sex appeal”.

Durante a conexão de Brandeis com Akara, podemos acompanhar a história de como Akara trabalhava operando pacientes e pessoas super hiper mega importantes para a Supercontinente. Como nem toda história é uma história sem um “mas”, vamos lá: Akara aguardava seu próximo paciente para implantar o módulo, MAS foi interrompida por uma revolucionária, chamada Ariadne, que se infiltra na Supercontinente para sabotar e hackear os sistemas utilizados para implantes, modificando suas finalidades. Durante toda trama para invadir e hackear os sistemas da Supercontinente, Ariadne descobre que a empresa pretende controlar as pessoas através de seus implantes e conta para Akara sobre todo o esquema.

Como estamos do futuro e temos muita inteligência artificial envolvida, os sistemas detectam que Ariadne sabe do plano denominado de “Previdência da Psique Social” e emite um alerta de segurança.

Vamos lembrar que toda essa história está passando na mente de Brandeis, no The Red String, junto de Donovan. Ariadne pertence a PROXYMA, assim como Brandeis, que ao ficar sabendo de tudo que aconteceu na Supercontinente, já começa a mexer seus pauzinhos junto de Donovan para acabar com o plano maligno de dominação do mundo e resgatar Ariadne (ou não, quem sabe?)

 

GamePlay

O jogo tem um estilo misturado de point and click e novel, onde você precisa resolver alguns puzzles e tomar decisões, o que nos leva sempre a pensar bastante antes de realizar qualquer ação. Como temos três personagens jogáveis, vou comentar um pouco da gameplay na visão de cada um:

  • Donovan – O Barman

Donovan é o dono do The Red String Club e como falei antes, ele tem a capacidade de ler as emoções e a alma de seus clientes através de drinks preparados por ele mesmo. Além disso, Donovan também é conhecido por ser um ótimo informante e iremos utilizar isso para conseguir informações de pessoas que possam estar envolvidas com a Previdência da Psique Social.

Basicamente com Donovan, você assume o papel de barman e prepara drinks de acordo com as emoções de cada cliente e das informações que você precisa que ele te conte. Donovan também usa um caderno com suas anotações de informações e pistas mais importantes.

  • Brandeis – O Hacker

Na gameplay de Brandeis, temos mais a parte do novel. Após bolar um plano para impedir a Previdência da Psique Social, Brandeis é quem põe todo o plano em ação nas ruas da cidade, enquanto Donovan consegue informações no bar. Com ele iremos localizar pessoas importantes, se infiltrar em alguns lugares e hackear sistemas.

  • Akara 184 – A Ciborgue

Enquanto Brandeis está conectado à memória de Akara, assumimos o papel dela dentro do laboratório da Supercontinente, onde são realizadas as operações. Akara é instruída a escolher e modelar módulos de melhoria de acordo com cada cliente, e é exatamente isso que fazemos: lemos a ficha do cliente, escolhemos e modelamos os módulos e implantamos em cada cliente.

No começo achei bem difícil controlar o joystick para modelar os módulos de melhoria, mas com o tempo você acaba pegando o jeito. Cada módulo tem um “design” específico e mais difícil de acordo com a melhoria que ele promove. 

A Ciborgue continua aparencendo e ajudando durante o jogo, no plano para parar a Previdência da Psique Social.

Visual e Áudio

O visual 16 bits do jogo realmente encanta! Esse visual combinado com o neon e o retrô ficaram absolutamente bem juntos e trouxeram um ar 90’s pro jogo (tirando a tecnologia, claro).

Já para o áudio, temos sempre uma música de fundo que combina com o visual do jogo: calma e agitada ao mesmo tempo (se é que isso é possível).

 

Veredito

The Red String Club não é um jogo para impacientes, ele requer sábias decisões e muita leitura (novel, né! Durd!). Por mais que a história do jogo seja de muita ação e aventura, nós não temos cenas jogáveis (tipo pancacdaria ou missões) desse tipo no jogo, mas só pelo fato de conter inteligência artificial, investigações e planos malignos já bate aquela vontade de jogar. Vale a pena jogar mais de uma vez para descobrir outros caminhos durante as conversas dos personagens.

No final das contas, não sei se esse foi o real intuito da Devolver Digital, mas o jogo traz uma crítica social e te faz pensar em como somos cobrados sobre os padrões, perfeições e como a tecnologia controla os seres humanos e podem acabar causando um mal social. 

 

Prós

• A história do jogo é muito interessante;

• Jogabilidade simples;

• Visual agradável.

 

Contras

• Poderia ter mais puzzles;

• O estilo novel pode ser cansativo as vezes.

 

Essa análise foi feita no Nintendo Switch.

Agradecemos a Devolver Digital pela cópia cedida do jogo!

The Red String Club está disponível para Nintendo Switch e PC!

AvaliaçãoNota
História 10
Gameplay/jogabilidade 6
Visual 9
Áudio 9
Replay 5

NOTA FINAL

7.80

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