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Análise

Analise | The Crew 2

Corridas insanas, saltos arrasadores e muita velocidade no chão, na água e no ar...isso é The Crew 2.



Análise: Tesla Vs Lovecraft

Uma experiência desperdiçada

Hartur Soaki
12/03/2018 14h32

Introdução

Tesla Vs Lovecraft é um jogo do gênero “twin stick shooter”, onde você utiliza um analógico para se mover e outro para mirar. O jogo começa com uma cutscene em que Tesla está apresentando a sua Bobina de Tesla para uma plateia, e durante a apresentação ele é interrompido por Lovecraft que vocifera a ele que “está mexendo com coisas além da sua compreensão”. 

Após isso somos jogados para o menu principal, onde vemos as opções de jogo Solo e Co-op, além de claro as opções de som, controle (completamente customizável), gameplay e perfil (você tem quatro perfis no total). Aqui é importante notar que a opção co-op continua o seu jogo solo, podendo assim sempre que tiver um amigo ele pular direto para a ação e não ter que iniciar tudo novamente.

Já no menu do jogo nos é apresentado o mapa de campanha, que possui três variações (normal, aether e eldritch) e possui várias fases de um modo linear. Abaixo temos a opções de “invenções”, onde você pode comprar vantagens nas fases por cristais aether; depois temos o monsterpedia, que possui informações sobre os monstros encontrados no jogo, e aqui já vemos um dos grandes problemas dele, a falta de variedade de inimigos, são apenas 8 para mais de 30 fases só no primeiro mapa; ao lado há um menu que contém as missões diárias, que é outra opção para se conseguir cristais; logo após vemos os desbloqueáveis, aqui temos as armas, habilidades e perks que são desbloqueados conforme o jogo passa; após isso os “planos”, que são basicamente os mapas; e por último as duas opções de jogo aqui, uma que é a básica com os objetivos e a outra que é um survival, onde você jogo até quando conseguir para incluir o seu nome do placar de líderes.

Você joga como Tesla, e as primeiras três missões são como tutoriais para se aprender as mecânicas de tiro, habilidades e do diferencial do jogo que é o teleporte.

História

Um jogo com uma boa temática. Imagine um embate incrível entre Nikola Tesla, um cientista muita a frente do seu tempo, com uma história que não se sabe o que é fato e o que é ficção sobre a sua vida e suas invenções; e H. P. Lovecraft, o escritor e criador de tantos mitos e histórias fantásticas... Infelizmente não vemos nada disso no jogo. Ao invés de tentarem dar uma profundidade na história, algo que seria muito interessante dado às figuras escolhidas, o que foi feito aqui é algo sem o mínimo de vontade, extremamente preguiçoso e utilizaram essas grandes pessoas históricas apenas como um pano de fundo para se matar monstros incessantemente.

A história é: Lovecraft avisa que Tesla está mexendo com o que não sabe e muito além da sua compreensão, e Tesla por sua vez o descarta como um louco. Lovecraft, com amargor pela situação (e talvez possuído por Cthulhu), começa a comandar monstros a atacar Tesla. E é isso.

Poderíamos aqui ver uma história muito mais envolvente e complexa, fazendo com que a cada fase Tesla descobrisse mais sobre a loucura de Lovecraft e o que está acontecendo. 

Até mesmo a conclusão do jogo é sem o mínimo de vontade e criatividade, já que você nem ao menos tem uma batalha épica contra o Lovecraft. Ao invés disso é uma luta contra ondas de inimigos e a única diferença das fases normais é a necessidade de se coletar baterias e no final ter que esperar um determinado período de tempo.

Jogabilidade

É um jogo extremamente divertido na primeira hora, e te dá uma boa sensação em usar diferentes armas e habilidades para acabar com enormes hordas de inimigos, e aqui vão dois elogios ao jogo, que utiliza o sistema de perks de maneira significativa e que faz uma diferença visível no game, e o excelente sistema de teleporte, que funciona como uma esquiva, mas, que juntamente com alguns perks ele pode se transformar em um meio para causar dano. Há também um Mech que você pode usar por tempo limitado no início de toda fase, assim como também quando se coletam todas as peças dele, o que deixa as coisas muito previsíveis nos bosses, pois a melhor opção que se tem é correr para pegar todas as peças e ficar repetindo isso até ele morrer.

Contudo, conforme se vai jogando os problemas começaram a aparecer. Fases recicladas várias e várias vezes, faltando variedade; poucos monstros, o que acaba deixando a experiência mais chata; e apenas 2 objetivos, e muitas vezes eles nem são claros: você não sabe se tem que matar todos os monstros do mapa ou se tem que acabar com as torres que dão respawn. Dá para completar todas as fases em torno de 7 horas, o que seria uma boa duração caso não fossem 7 horas da mesma coisa repetidas vezes.

Outro ponto são os cristais de Aether, que são adquiridos matando uma quantidade X de inimigos (e cada vez que consegue a quantidade aumenta), completando as missões diárias ou conseguindo nas fases, mas isso está apenas disponível após completar o mapa normal. Esses cristais são necessários para desbloquear invenções, que são aprimoramentos, como iniciar a fase com uma habilidade, ou aumentar a quantidade de teleportes que se pode usar consecutivamente, etc. Normalmente se conseguem 3 cristais nas fases, sem contar outros meios, e algumas invenções necessitam de 100 cristais para serem desbloqueadas, ou seja, você teria que jogar 34 fases e coletar todos os cristais para conseguir comprar um nível da invenção que lhe dá 1 perk aleatório no início do jogo. Logo, o jogo além de ser uma repetição excessiva ele ainda te obriga a fazer um grind enorme caso você queira completar tudo.

No final temos algo que se torna muito repetitivo, sem variação de inimigos, fases e objetivos. Havia um potencial aqui muito grande aqui, podendo dar mais profundidade ao gameplay com mais fases e objetivos simples, como defender determinado lugar, ou pegar algo e levar a um lugar específico.

Visual

Os visuais e efeitos são medianos, mas não incomodam nem um pouco na hora de jogar. Dá para saber exatamente quais tipos de inimigos você está enfrentando, com exceção dos momentos onde tudo está uma confusão com várias explosões e a horda de monstros está muito grande. 

Também temos o problema de frame rate e resposta dos comandos, que pode cair se a quantidade de inimigos e efeitos na tela for muito grande.

Áudio

A música tema no menu principal é boa, e dá um tom épico ao jogo. Já a música no menu de fases é mais tranquila, para acalmar um pouco da ação das fases. O problema fica com as fases, que possuem músicas repetitivas que se mesclam com os efeitos sonoros do jogo.

No quesito do áudio dos efeitos o jogo acerta, tendo sons diferentes para as armas e bons efeitos sonoros para as explosões.

Replay

Que replay? O jogo em si já é um trabalho árduo e chato para se finalizar, então após acabar com tudo o que se tem para fazer (que tirando as invenções não é muito) você muito provavelmente não irá mais lembrar dele.

Conclusão

Um jogo bom no início porém extremamente repetitivo após os primeiros momentos, com um potencial desperdiçado por preguiça dos desenvolvedores. Ele se torna tolerável caso você jogue ele aos poucos, completando algumas fases por dia e só. Contudo, há outras opções melhores no mercado, que trazem um gameplay mais diversificado e profundo, como Enter the Gungeon e Helldivers. É uma compra apenas para os aficionados pelo estilo Twin Stick Shooter, e isso somente quando este jogo entrar em promoção, caso contrário não gaste o seu dinheiro.

AvaliaçãoNota
História 2
Jogabilidade 5
Visual 5
Áudio 6
Replay 2

NOTA FINAL

4.00

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