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Análise



Análise | Resident Evil 2 (Remake)

E que remake digno

Wagner Alves
13/02/2019 16h40

Desde seu anuncio, aguardava ansiosamente poder jogar este game, embora goste mais do primeiro, é fato que o 2 foi o que mais marcou a franquia como um todo. A Capcom soube brincar com nossas expectativas e segurou informações o máximo que pode durante sua produção, não sabíamos se esse remake seguiria os moldes do Resident Evil 1 remake ou se seguiria o molde do RE 7 (por que não). E bom, podemos dizer que ele bebe um pouco dos clássicos, do 4 e bastante do 7. Nele temos a história recontada de uma boa forma, com visual impecável, um replay mediano, jogabilidade e trilha imersiva, mas com pequenos deslizes e é nesta análise que destrincho um pouco sobre estes detalhes e o que eu achei do game.

História

Não irei me aprofundar muito em como é a história, muitos já conhecem e basicamente ela é a mesma: Leon S. Kennedy em seu primeiro dia como policial e Claire Redfield indo procurar o irmão em Raccoon City, mudando alguns detalhes ou situações na linha do tempo para enriquecer relações entre os personagens, como por exemplo o Kendo, que não aparece mais no início do jogo. A história flui bem e é de fácil entendimento, podemos iniciar com o Leon ou com a Claire, terminando com um você abre a segunda jornada do outro que seria a contra parte da primeira história e nesse ponto eu tenho uma pequena reclamação, como as histórias se entrelaçam entre o cenário A e B (Primeira e segunda jornada), algumas 'boss battles' poderiam não acontecer igualmente para os dois cenários, é algo que jogando não incomoda, mas se for tentar colocar no papel a história de ponto a ponto gera um buraco aí.

Jogabilidade

A princípio a câmera por cima do ombro gerou um medo de que o game poderia perder a essência do medo que tinha no original, que viraria mais um game de ação, mas é só começar a jogar que esse medo se perde. O personagem tem uma velocidade limitada que supera alguns inimigos, mas não todos, você poderá correr do Mr.X e dos zumbis de uma forma geral, mas não de seus bote ou dos Lickers. A forma de atirar está no estilo do RE7, além de empunhar é necessário esperar para que a mira ajuste o foco e você tenha uma melhor acurácia, também é possível andar e atirar. Temos a presença de itens de defesa, que pode ser usado para escapar de um ataque sem tomar dano ou você pode usa-los normalmente, mas é bom manter pelo menos um em seu inventário. No quesito dos personagens principais, não temos muitas diferenças entre eles na sua jogabilidade, o que há de diferente é o foco no qual a Claire consegue focar andando, além de claro cada um ter um arsenal próprio em sua aventura.

Visual e Áudio

A Capcom está arrasando com esta nova engine, o jogo está belo graficamente, cada detalhe no ambiente, a delegacia, o esgoto, o laboratório e afins, dosados com a iluminação certa para te deixar no clima. O tiro no inimigo, a explosão de fogo ou ácido do G.Launcher são efeitos que enaltece o jogo. Os modelos dos personagens são vívidos e expressivos, por isso tome cuidado, há possibilidade de se apaixonar pela Claire ou pela Ada.

A trilha é uma braço perfeito e bem executado do visual, juntos a imersão assume uma profundidade que te deixa tenso do início ao fim. Você andando pela delegacia, num clima visual espantoso, a trilha trabalhando com o ambiente e você escutando os passos do Mr.X te procurando é uma situação surreal de tão bem feita. Não posso deixar de elogiar a dublagem, americana no caso, que foi bem executada.

Replay

O replay de RE2 é recheado de conteúdo, o que estenderia seu gameplay no jogo além de terminar os dois cenários com cada personagem é o modo com o Hunk, o quarto sobrevivente, concluindo com ele você habilita o modo Tofu e terminando com ele você habilita diferentes "tofus". Cumprindo certas missões dentro do jogo você habilita modelos 3D e artes conceituais, que possuem um certo desafio mas são realizáveis. E por fim há as armas infinitas para serem habilitadas, que são 5: a faca, que você habilita achando e atirando todos os Raccoons do jogo; a pistola, habilitada terminando no normal com Rank S; a metralhadora (LP-5), habilitada tirando Rank S no Hard; a rocket launcher, você habilita terminando com o Leon no Hard com o Rank 'S+'; e a metralhadora giratória, que você habilita terminando o game com Claire no Hard com o Rank 'S+', para tirar S+ é necessário fazer o tempo abaixo de 2h30m no cenário A e 2h00m no cenário B, sem armas infinitas e com no máximo 3 saves, sim é aqui que o "caldo engrossa", mas com um pouco de disposição e paciência é possível de se fazer. 

Veredito

A Capcom entregou o que queríamos, um remake que respeita e melhora seu antecessor. E assim como sua antiga versão, essa é uma ótima pedida para um jogador novato ingressar no mundo dessa franquia, com ela você conhecerá o lado terror que fez ela crescer no seu início. Mesmo tendo jogado o clássico e sabendo de algumas diretrizes da história, fui surpreendido, fui envolvido, quando vi já havia mergulhado nessa história de uma forma que estava na pele dos personagens, foi lindo poder reviver de forma tão majestosa este game que marcou minha jogatinas da infância. Recomendo ele tanto aos fãs, quanto aos que não conhecem a franquia, pois eu duvido você não querer saber mais desse universo depois deste game.

Prós:

  • Ambientação e imersão
  • Jogabilidade
  • Gráficos

Agradecemos a Capcom pela cópia cedida para a análise, que foi realizada em um Xbox One.

AvaliaçãoNota
História 9
Jogabilidade 10
Visual 10
Áudio 10
Replay 8

NOTA FINAL

9.40

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