Análise



Análise | Power Rangers: Battle for the Grid

Um presente para os fãs!

Wagner Alves
26/05/2019 19h30

Desde seu anúncio, Power Rangers: Battle for the Grid mostrava potencialidade, o trailer cativou pois se tratava de algo parecido com o sistema de luta de 3v3 de Marvel Vs Capcom somados ao apelo da franquia mundialmente conhecida por muitas gerações, afinal já são 25 anos da franquia. Mas será que a força que a franquia tem é o suficiente para enaltecer o game ou temos outras qualidades a serem reconhecidas. É isso que vamos discutir nesta análise.

História

Um ponto fraco inicialmente, pois, em seu lançamento não havia um modo história, tudo o que tínhamos era um modo arcade simplório, onde escolhíamos um trio, porém apenas o principal tinha um desfecho com diálogos bem simples. Porém o game recebeu um update nos trazendo três personagens novos e um modo história uma pouco mais completo, esse sim deu gosto de jogar, pois, ele traz a história baseada no arco 'Shattered Grid' dos quadrinhos, o que para mim, foi o máximo já que não li esta HQ. O ponto negativo disso é que não é completa, há apenas dois atos e ainda não foi confirmado se haverá mais e caso haja, se será pago ou não.

Jogabilidade

Antes de ser lançado, todas as características que se podia tirar da jogabilidade era que ele seria num estilo mais clássico dos jogos de luta, mas com o sistema de 3 vezes 3, que se consolidou na série Marvel Vs Capcom. Com esse hype em mente, na minha primeira jogatina eu fiquei feliz e triste, pois, o sistema de 3v3 tava ali, porém, com um sistema de combos e magia/poderes automáticos. Só que isso foi um incomodo apenas a primeira vista, o jogo flui muito bem e os combos automáticos são adaptáveis. Se você ficar em um botão só, ate poderá fazer um combo, mas bem simples, há muitas possibilidades de mescla, podendo se estender os combos de diversas formas. E aqui já temos um ponto positivo e um negativo para se considerar, os personagens disponíveis realmente se diferem entre si no quesito de golpes, mas são apenas 12 personagens (9 inicias e 3 do último update). No meio da batalha, caso você apanhe muito é possível invocar um auxílio 'gigante', mas só há 3 disponíveis no game, são os dois Mega Zords Clássicos e o Goldar, após invocados eles podem realizar três golpes, um de acordo com cada botão: fraco, médio e forte. A jogabilidade é o ponto mais divertido do game, mas ainda se espera mais, o jogo parece estar incompleto.

Gráficos e Áudio

Os gráficos são bem medianos, não são extraordinários, mas também não são horríveis. A modelagem dos personagens está bem bacana e é fiel, os golpes praticados por cada um ficaram bem legais visualmente falando. Os cenários são apenas 6 (4 iniciais e 2 do update) de diversas partes da franquia nesses 25 anos, sendo 4 deles muito bacana e 2 razoáveis.

Já em termos de efeitos sonoros é tudo bem simples e o mínimo do mínimo está presente, soa tudo bem mediano. O ponto alto aqui é as vozes originais dos atores presentes no modo história, mas que nem todos vão saber por ter visto a série dublada em português. Nem o tema clássico está presente, há apenas 'menção' a ela com trechos.

Replay

O ponto alto do replay é os contras que você poderá tirar com os amigos, tanto online quanto presencial, embora a jogabilidade seja fluida e divertidíssima, ainda sim ele é afetado pela quantidade de personagens. O modo história falta sair o restante. O arcade não lhe rende muito replay, pois, não tem uma história que te faça querer 'fechar' com todos e mesmo que invista no modo a quantidade de personagens volta ser um agravante.

Veredito

Power Rangers: Battle for the Grid me surpreendeu bastante por conta do seu gameplay, simples, fluído e divertido, também pelo arco que aborda em seu modo história e por ser uma franquia que me marcou bastante, mas infelizmente isso não é o suficiente. 

Mesmo depois de seu update (com o modo história e 3 personagens) ele é ainda soa meio capado e com pouco conteúdo, parece que estamos jogando uma beta e que o jogo completo ainda não foi lançando, é triste porque jogando você vê um potencial no game, ele te diverte e te prende de primeira, mas não tem recursos para te manter preso. E conteúdo é o que não falta na franquia, SÃO 25 ANOS, há muitos personagens icônicos e a história do quadrinho poderia ser melhor abordada aqui, aprofundada. 

Eu indico o jogo apenas aos fãs da franquia. Há esperança de que cheguem mais conteúdos para o game, além dos já inclusos no passe de batalha, mas a produtora não se manifestou sobre isso.

Prós:

  • A Franquia
  • Gameplay
  • Nostalgia

Contras:

  • Soa incompleto


Agradecemos a nWay pela cópia cedida do game, a análise foi feita na versão de PlayStation 4, mas o game também encontra-se disponível para Xbox One, Switch e em breve para PC.

AvaliaçãoNota
História 8
Jogabilidade 9
Visual 7
Áudio 6
Replay 6

NOTA FINAL

7.20

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