Análise



Análise Jump Force

Que saudade dos Jump Stars do DS

Eduardo Andrade
28/02/2019 11h22

Quando o anúncio de Jump Force veio, estava na E3 do ano passado. Os gráficos estavam incríveis e os personagens dos mangas realistas. Não tinha quem não ficasse impressionado. 

Mas ao jogar a primeira demo, o hype caiu um pouco. O jogo claramente possuía alguns problemas de balanceamento, porém tinha que dar o benefício da dúvida para a Bandai Namco uma vez que, estávanos com a primeira demo de um jogo que acabava de ser anunciado. 

Agora, com o jogo completo em mãos posso falar sobre ele. 

História


Ele começa no que deveria ser a cidade de New York, só que no meio dela Freeza está enfrentando o Goku. Freeza surge acompanhado de um exército diferente, com roupa da Marinha e alguns com uma vestimenta de ninja. 

Goku desvia de um dos raios de Freeza que acaba acertando um civil (curioso), que estava no local. Trunks que estava também na batalha, corre para reviver o curioso, com a ajuda do Umbra Cube e consegue trazer a pessoa de volta à vida, no entanto, ele volta com poderes. Praticamente um herói da Jump. 

Após ver o que aconteceu, Freeza se retira. Goku e Trunks leva o novato de volta para a base de operações para explicar para ele (e nós) o que estava acontecendo. Lá conhecemos um novo personagem, o diretor Glove, explicando que o mundo real é o Universo Jump. 

São apenas mangas que estão convergindo e se tornando um só. Os cubos umbras transformam pessoas que possuem o coração mal, em vilões chamado Venons e esse era o exército que o Freeza estava usando. 


Foram criados três times de heróis para combater essa ameaça. Alpha liderado por Goku e responsável por combater a invasão dos Venons. Beta liderado por Luffy e responsável pela recuperação de áreas tomadas pelos Venons. E por último, o time Gamma com a liderança de Naruto que ficou responsável pela espionagem e coleta de informação do que está acontecendo. 

Pronto, vai lá escolhe um time e combate os Venons. 

Gameplay

Jump Force é um jogo puro de luta X, onde os jogadores podem escolher três personagens para o seu time. A grande premissa é um incrível Crossover dos mangas da Jump. Na prática, você pode montar um time dos sonhos com personagens de Dragon Ball, Naruto, One Piece, Yu Gi OH, Cavaleiros dos Zodíaco e muito mais. 

Durante a batalha você controla apenas um personagem, os outros dois poderão ser usados como suporte ou trocados durante o combate. Apesar de barra de vida ser uma só para os três personagens, temos também uma barra de especial que pode ser carregada livremente durante a batalha, utilizada para soltar especiais como o Kamehameha.

Além dessas, temos outra barra especial que carrega quando apanhamos. Ela é responsável pela transformação e um ataque poderoso. 

Sinto-lhe informar que as batalhas é a única coisa que salva esse jogo parcialmente, e mesmo assim, elas estão bem desbalanceadas. 


A base do jogo lembra muito Dragon Ball Xenoverse, um recurso que a Bandai vem usando bastante. É possível fazer missões paralelas, comprar novos equipamentos e novas habilidades, sem contar que, ao jogar online você encontra outros jogadores passeando pelo lobby. 

:(

Áudio e Visual

A trilha sonora é a mais genérica possível, não marca em nada a experiência, infelizmente. A dublagem dos personagens em japonês está boa, porém combinada com as feições passa despercebida. 

Já a parte visual do jogo tem seus pontos positivos e negativos. As fases estão boas e muito bem feitas, porém você acaba enjoando rápido, devido a repetição que está numa frequência assustadora. Os personagens estão mais realistas durante a batalha e bem apresentados, contudo o maior problema é quando estamos na história. 

Problemas com o jogo 

Para não correr o risco de ser taxado como Hater, irei tentar explicar alguns problemas que tive com o jogo. 

Respira fundo…

A história do jogo é bem genérica e muito previsível, mas isso é o de menos. Foi a divisão de grupos que me deixou mais incomodado. O time do Naruto deveria ser o responsável pela espionagem, mas logo no começo pegamos o Piccolo se esgueirando para saber mais sobre o vilão.

Ótimo! Esperava mesmo isso do Piccolo, mas infelizmente, o jogo resolveu colocar ele no time Alpha da pancadaria. 

As batalhas são as mais desbalanceadas possíveis. Basta pegar um personagem com especial para atacar de longe e já era. Vegeta é um mestre disso e você percebe quando vai enfrentá-lo na história. 


O jogo possui muitas mecânicas que não são explicadas propriamente. Então, você realiza algumas missões para explicar melhor a batalha, só que nenhuma delas explicam a base de operações por completo. Quando você joga online ganha uma pontuação por atividade, só que é um mistério saber para que serve. Passar de nível não ajuda muito, pois os inimigos também sobem. 

Desejo que, enquanto vocês lêem essa matéria, a Bandai Namco já tenha resolvido o problema dos Loadings que são absurdamente chatos e longos. Sem contar que, temos Loadings para Loading. Sim, tem uma tela de carregamento que leva para o loading. 

O problema dos loadings acaba estragando a experiência de batalha que é a melhor parte do jogo. 

Veredito

Apesar de todos os pontos de melhoria, consegui aproveitá-lo, joguei bastante e fiz muitas missões extras. O meu lado Otaku sempre fala mais alto. Confesso que, depois de algumas horas paro e vou lavar a alma em Xenoverse 2 ou Naruto to Boruto e tudo fica bem. 

Prós 

  • Batalhas;
  • Nostalgia com os personagens da Jump;

Contras

  • LOADING… 
  • Personagens inexpressivos;
  • Desbalanceamento. 

Agradecemos a Bandai Namco pelo envio da cópia para essa análise, jogada no Xbox One. 

Vale lembrar que, o jogo também está disponível para PlayStation 4.

Confira um pouco do nosso gameplay do jogo:

AvaliaçãoNota
História 6
Jogabilidade 7
Visual 7
Áudio 6
Replay 5

NOTA FINAL

6.20

Veja também