Análise



Análise Devil May Cry V

V de cinco ou por causa do personagem V?

Eduardo Andrade
15/03/2019 19h00

Sou fã da série Devil May Cry, comecei lá no PlayStation 2 encarando D.M.C como um substituto a altura do Castlevania (ué, realmente achava isso). 


Joguei muito o primeiro e lembro que, quando saiu o segundo alugava bastante. A alternância entre os personagens me ganhou. O terceiro é bom, mas não chamou minha atenção. Quando saiu o quatro não acreditei, não poder jogar com o Dante. Fui o jogo todo com o Nero, esperando o Dante chegar. 

Tenho que fazer um parênteses sobre um fato curioso de D.M.C na minha vida. Joguei no Xbox 360 e tive a experiência das incríveis três luzes vermelha da morte, isso mesmo, ele aposentou meu primeiro 360.

Quando tivemos o D.M.C, o reboot da série veio cheio de problemas visuais com o Dante, mesmo me sentindo órfão do jogo, dei uma chance e não me arrependi. Contudo, na última E3, o jogo mudou e um novo D.M.C foi anunciado e, dessa vez, com uma equipe incrível. 

História 


A história tem uma cronologia estranha, porém dá pra se acostumar. Ele começa com um mês depois dos principais acontecimentos, cheio de novos personagens (que parecem velhos amigos) e depois de alguns capítulos, a história é melhor entendida. 

Dante está sem água, luz e telefone. Com os problemas resolvidos parece que nosso caçador de demônios não tem muito trabalho. Mas tem pizza na mesa e podemos ver que Dante tem suas prioridades. 

Um novo contrato chega e Dante terá que acabar com uma nova ameaça. Urizen um demônio que está trazendo uma árvore demoníaca para o mundo dos homens. Essa árvore se alimenta do sangue dos mortais que os deixam mais fortes. Para combater essa ameaça, Dante chama suas antigas companheiras Lady e Trish, que entram para brincadeira. 


Urizen é muito mais forte do que Dante imaginava e acaba derrotando eles facilmente. Nesse momento V (sim, nosso bom e velho amigo V) chega com Nero para apanhar junto. Dante pede para V retirar Nero da batalha, já que ele não é páreo para o mal presente. 

Largamos Dante, Lady e Trish para a morte e vamos nos fortalecer para voltar a enfrentar Urizen. 

O que parece ser uma boa ideia… ok, melhor parar a história por aqui. O jogo é cheio de reviravoltas e a melhor maneira de conhecê-las será jogando. 

Juro, tem bastante coisa ainda e, desta vez, a história está completa e muito bem contada. 

Gameplay

Em D.M.C V temos três personagens jogáveis. Dante está com novas habilidades, mas ainda tem a jogabilidade clássica, refinada e com piadas para todo lado. 

Nero vem com algumas diferenças. Nosso protagonista começa o jogo sem o Braço Demoníaco, que aparentemente foi arrancado por Urizen, mas agora Nero tem os Devil Break. 

São braços mecânicos desenvolvidos pela Nico, a armeira que nos acompanha. 


No estilo mais Megaman possível, a cada Boss derrotado Nico pega uma parte do Boss e cria uma nova Devil Break. E, meu amigo, você encontrará de tudo, desde habilidade de diminuir a velocidade de uma área à uma mão automática que fica voando e batendo nos inimigos. A boa e velha pegada de Nero está presente, mas agora com ajuda da tecnologia. Podemos puxar os inimigos até o personagem com um cabo. 

V é a maior novidade do jogo, temos algo totalmente inovador  para D.M.C. Esse personagem não ataca e nem avança para cima dos oponentes. Ele fica de longe e manda seus mascotes atacar. V tem três ajudantes, uma ave, Griffon, um felino, Shadow e um Golem, o Pesadelo. 

Apenas para comparação, Griffon são as armas de longa distância, Shadow, a espada e o Pesadelo a transformação. A grande diferença é poder andar livremente com o V, enquanto seus ajudantes atacam. De longe V é o mais divertido de se jogar. 

Do resto continua o mesmo de sempre. Separado por missões, cada uma delas secretas. Upgrades espalhados e muitas orbes vermelha para melhor seu personagem. 


Áudio e Visual

A trilha sonora conta com o rock pesado e a já conhecida música eletrônica, inclusive, muito boa para acompanhar o ritmo de jogo. Personagens bem desenhados e dublados, com movimentações excelentes. Os chefes são diferentes de tudo que já vimos. 

O jogo aproveita os elementos da atual geração. As missões possuem cenários diferentes, todos com muitos detalhes. Nero e Dante contam com novo visual, os braços mecânicos do Nero, com efeitos incríveis. Dante, por sua vez, apresenta a versão mais clássica, embora aparenta estar mais velho ou cansado de toda essa caça.

Com movimentação cansada (e utilizando o recurso da bengala), V está excelente para a história do personagem. 

Parabéns a Capcom pelo jogo, está impecável.

Entretanto, não poderia deixar de mencionar sobre a censura, toda vez que aparece uma bunda de fora, surge uma luz misteriosa. Lendo algumas informações, não se sabe ao certo quem é responsável pela censura. 

Come on é só bunda. 

Veredito

Devil May Cry V é o melhor da série, valeu a pena a espera. Para os fãs é uma obrigação jogar, já aos que ainda não jogam, talvez se percam um pouco na história, mas ainda assim, vale a pena.

Prós 

  • Visual;
  • Novos personagens;
  • Jogabilidade. 

Contras 

  • Censura no PlayStation 4.

Agradecemos a Capcom pelo envio do jogo para essa análise, realizada na versão PlayStation 4. 

Lembramos que o jogo também está disponível para o Xbox One e o PC. 

AvaliaçãoNota
História 9
Jogabilidade 10
Visual 10
Áudio 10
Replay 10

NOTA FINAL

9.80

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