Análise



Análise Days Gone

Está pronto para correr?

Renan Lima
14/05/2019 13h48

Ahh... Jogos com zumbis... sempre me trazem as melhores lembranças! Tivemos grandes clássicos como a nossa amada franquia Resident Evil, o super divertido e inconsequente Left 4 Dead e o aventuresco Dying Light, todos grandes, porém com suas respectivas peculiaridades únicas. A Equipe da Bend Studio prometeu nos trazer algo nunca antes visto, claro, inspirado em várias elementos da cultura pop, como filmes e jogos marcantes, mas de sua maneira única e entramos nesse hype esperando nada menos do que uma aventura memorável e desafiadora, afinal, desde sua revelação na E3 de 2016 , ficou claro que as hordas seriam o grande desafio e a novidade de Days Gone. Mas Afinal, o game foi só isso mesmo?

História

O Jogo conta a história de Deacon St John, um ex soldado e membro de uma gangue de motoqueiros e se passa no estado do Oregon, em uma região de florestas e montanhas (deslumbrante!). O Jogo começa já em uma situação tensa onde a infecção começa a se espalhar e todos habitantes da cidade já estão em fuga para algum local seguro. Neste momento já conhecemos outros 2 personagens chaves para o game, Sarah, a esposa de Deacon e seu melhor amigo Boozer, ambos feridos. Após muita luta, Deacon consegue colocar Sarah em um helicóptero, para que seja socorrida de seu ferimento, enquanto ele fica com Boozer, para ajudar o amigo a sobreviver nesta fuga. Após essa cena, o jogo já vai para o futuro e passamos a partir daí a desvendar aos poucos os mistérios sobre o ocorrido neste período da cena inicial até o presente. E é ai que começamos, pois toda região já se encontra devastada, com inúmeros infectados (HORDAS), bandidos e os temidos Ripers, uma gangue que vangloria os infectados e bem.... só vendo para crer. E é aqui, onde a  brincadeira começa e você deve se preparar para uma longa jornada.

Gameplay

Temos muitos aspectos para relevar nesta análise do Gameplay em si, podemos primeiramente falar do combate, temos uma grande variedade de armas que nos trazem inúmeras possibilidades de abordagem para momentos de stealth, com armas brancas ou silenciadas, e momentos de muito tiroteio, afinal não enfrentamos apenas humanos ou frenéticos isoladamente, temos que encarar as temidas hordas também e sim, é um enorme acerto do game. É extremamente divertido bolar a estratégia para lidar com um número inimaginável de zumbis na tela e eles interagem de maneira bastante fluida e natural, ponto alto do game com certeza. Também temos que falar da parte essencial de Days Gone, a moto do Deacon, ela é responsável por toda nossa locomoção pelo mapa (e que mapa!) e os controles de direção são precisos e bastante responsivos, temos como personalizar nossa moto visualmente, e além de parte estética, temos também toda parte de motor e outros aparatos que a tornam mais resistente, veloz e precisa, outro ponto forte do game. Só não podemos mesmo esquecer de pôr gasolina para não ficarmos no meio do nada hein. Alguns bugs ocorrem de vez em quando, como frenéticos aparecendo do nada ou alguns itens o cenário desaparecerem, mas nada muito relevante e pelo menos em minha jornada, ocorreu com frequência mínima.

Visual e Áudio

Galera, aqui vão 2 pontos muito fortes do game: o visual é simplesmente sensacional, os desenvolvedores foram muito felizes em escolher o local onde o jogo se passa, são paisagens lindas e com muita vida, pois há pássaros, cervos, lobos, ursos, entre outros animais. Podemos ver o vento balançar as árvores de maneira assustadoramente natural e os gráficos dos personagens são muito reais e competentes também. As mudanças de clima dinâmicas são muito bem colocadas e incríveis, hora dia, hora noite, hora com neblina ou uma chuva muito forte, temos inclusive áreas que neva, tudo muito bonito e se levarmos em conta o som do jogo, tudo se completa de maneira ímpar. É muito comum ouvir os frenéticos gritando a distância (arrepia!), ou o som do vento, da chuva, e vai aqui nosso apreço a excelente dublagem tanto em inglês como em português, extremamente bem localizada, o número de palavrões é corajoso. O jogo também conta com uma trilha sonora sensacional que empolga e emociona nos momentos certos. Há uma determinada parte do jogo, sem spoilers, que mudamos de cenário e nossa, toca uma música que transforma todo o momento em mágica. 

Veredito

A Bend Studio nos trouxe realmente algo diferente, percebemos sim as inspirações em outros jogos para trazer elementos importantes para o game, como movimentação e craft por exemplo, mas temos aqui sim material para uma ótima e longa história, com momentos emocionantes, de tirar o fôlego e em alguns momentos de maneira surpreendente, fofos (é verdade!), o jogo tem uma certa dose de romance, que transparece de um jeito natural nos personagens principais e é sim, em 2019, um dos melhores jogos lançados. Foi dito longa, porque sim, a história demora um pouco para ter o crescimento, apesar de bem roteirizada, as missões principais e secundárias, meio que se misturam em árvores distintas e vão de maneira intercalada se completando. Os seus poucos bugs de cenário ou glitchs aleatórios não tiram do jogo seus méritos em misturar alguns gêneros de sucesso e trazer uma divertida e solitária experiência em um mundo caótico. Como não foi revelado se teremos DLCs ou experiências futuras como um New Game+, não torna pelo menos até agora tão atraente assim, o replay do jogo.

 

O Jogo é exclusivo de Playstation 4 e está disponível na PS Store.

Agradecemos a Playstation Brasil pela cópia cedida para a análise, que foi realizada em um Playstation 4 Pro.

AvaliaçãoNota
História 9
Gameplay 10
Visual 10
Áudio 10
Replay 8

NOTA FINAL

9.40

Veja também