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Análise



Análise | Call of Duty: Black Ops 4

De volta as origens

Diego Martins
08/11/2018 09h00

A série Call of Duty, é uma sequência de jogos que vinham por muito tempo ganhando mais e mais fãs, porém os últimos jogos o cenário mudou um pouco.

Alguns jogos da série implantaram temas futurísticos, e foi justamente isso que desagradou ao público. Após muitas críticas, era de se esperar que a Activision fosse tomar alguma atitude para garantir que a sua maior franquia e, consequentemente, maior fonte de renda, se mantivesse no posto de um dos melhores FPS e que mais vende no mundo.

Após Call of Duty: WWII, a empresa resolveu apostar novamente em Black Ops, trazendo a quarta versão da franquia, um jogo com um gameplay mais "pé no chão", sem pulos duplos e todos aqueles aparatos futurísticos absurdos que foram duramente criticados nos últimos anos. Será que a Activision e a Treyarch conseguiram trazer de volta a essência de Call of Duty?

Bom, como já sabemos, Cod Bo4 como é popularmente conhecido, foi o primeiro jogo da série a não trazer um modo campanha. A franquia, que nasceu justamente com uma memorável campanha single player em 2003, resolvendo assim, adotar de vez o multiplayer acrescentando inovações muito bem vindas, ou não.

Com a ausência do modo campanha, ficou claro que, a equipe economizou em recursos financeiros focando única e exclusivamente em oferecer um multiplayer de melhor qualidade. Claro, é uma pena que a franquia, lembrada por muitos por conta dos roteiros cinematográficos de versões memoráveis como Call of Duty: Modern Warfare 2 e 3, não vá mais trazer o prazer de nos sentirmos em um filme, com ação a todo momento aliada a uma gameplay única.

Com o sucesso que os games competitivos estão fazendo, fica muito claro que o trabalho da equipe da Treyarch nas mecânicas de Call of Duty: Black Ops 4 foi muito mais focado nisso, porém não tira o fato de que ainda assim, está muito divertido.

Algumas mudanças no gameplay de Call of Duty: Black Ops 4 são muito claras. A barra de energia, que não recarrega automaticamente, agora você se cura sozinho, apertando um botão. E o fato dos personagens possuírem mais vida são de longe os mais evidentes.

Essas modificações, junto a alguns ajustes feitos na velocidade de movimentação dos personagens, deram uma dinâmica maior às partidas. A barra de energia aumentada torna os combates mais disputados que nas versões anteriores do jogo, dando maior oportunidade de fuga para jogadores que estiverem sendo alvejados.

Ao mesmo tempo, abre-se uma janela maior para que amigos próximos se aproximem e auxiliem no combate. Dessa forma, os encontros 2×1 no jogo são muito mais comuns que o normal, fazendo com que jogadores ofensivos pensem duas vezes antes de entrar em combate.

A princípio a maior dificuldade que encontrei foi a falta de costume com a jogabilidade de Cod BO4, visto que, a última versão do jogo o Call of Duty WWII possuía uma mecânica mais lenta e armas mais antigas.

Voltar à correria, com diversas habilidades diferentes e combates que precisam de estratégias é um tanto quanto desafiador. Ainda sobre o fato da estranheza de ter que recuperar vida de forma manual, me gerou uma dúvida importante. Devo recarregar a arma ou recuperar minha vida? Esta pergunta irá passar pela sua cabeça por diversas vezes durante as partidas e será muito importante tomar uma decisão muito rápida. Essa mudança, a princípio é bastante básica, acabou com o princípio do “Atira/Recarrega” dos jogos de tiro em primeira pessoa, já que em muitas vezes, recarregar a arma significa abrir mão de recuperar vida.

Agora, vamos à principal e mais esperada mudança em Cod BO4, seus modos de jogo. O game é composto por três modos de jogo diferentes, e eles são: Multijogador, Blackout e Zumbis. A experiência de cada um é totalmente diferente.

Vamos começar pelo mais básico, o modo Multijogador convencional. Como já é de costume, há diversos tipos de jogo dentro do Multijogador. Além dos clássicos Mata-Mata e Mata-Mata em Equipe, podemos destacar os modos Dominação, Localizar e Destruir, Controle e Zona de Conflito, que não fogem muito do que já se espera de Call of Duty.

O destaque vai para o modo Assalto, em que os times devem buscar uma mala de dinheiro e levar até o ponto de extração. A primeira equipe a levar o dinheiro ou eliminar os adversários ganha, sendo que é possível comprar armas durante a partida ( já vi isso em algum lugar ).

Call of Duty: Black Ops 4 traz de volta também os Especialistas, personagens específicos do modo Multiplayer que possuem habilidades especiais e características próprias. Bem na pegada Rainbow Six: Siege e Overwatch, trazendo habilidades específicas de cada especialista e ataques únicos que vão sendo carregados durante a partida.

Para aqueles que sempre acharam os combates em Call of Duty genéricos demais, a solução está aqui. Levando em consideração que o game seja mais focado no competitivo, existem especialistas para todos os gostos, desde especialistas focados no combate próximo, à defensivos, passando por outros mais focados em combate distante e muito mais.

O modo Blackout, modo de jogo que já está mais do que na moda, chegou também em Call of Duty: Black Ops 4. Para quem não sabe, o modo Blackout é nada mais nada menos que, o Battle Royale do Cod Bo4, que na prática é um modo de jogo em que cem jogadores são lançados em um mapa consideravelmente grande sem qualquer equipamento.

Seu único objetivo é encontrar armas, equipamentos e munição, e sobreviver dentro da área de combate do mapa, que vai diminuindo ao longo do tempo. O último sobrevivente é o vencedor.

Mediante a tantos games no mesmo estilo, alguns bons, outros nem tanto, é comum você ficar preocupado, sabendo que esse modo também faria parte de um dos jogos de FPS mais jogado pelos gamers. Eu confesso que a princípio fiquei "cabreiro" com a notícia, pois bem, depois que joguei, vi que estava enganado, até o presente momento, foi um dos melhores Battle Royale que joguei.

Ao contrário de outros jogos do tipo, Blackout possui até 88 jogadores em uma mesma sessão. Assim que a partida começa, o jogo nos coloca em helicópteros que percorrem o mapa em uma linha reta nos permitindo pular rumo ao local que mais nos interessa no mapa. Até então, não há muita diferença com relação a PlayerUnknown’s Battlegrounds. Entretanto, as coisas começam a ficar mais interessantes quando paramos para observar o mapa de Blackout. Ao todo são quatorze mapas clássicos de Call of Duty que foram ligados em uma grande região interligada por estradas e montanhas. Temos Nuketown, Represa, Condomínios e muitos outros. Ou seja, não somente estamos jogando um Battle Royale com uma mecânica de combate consagrada há anos, mas também estamos em lugares familiares.

Tudo isso serve apenas de base para mostrar o porquê o Blackout se destaca. São as habilidades especiais que podem ser encontradas pelo mapa e utilizadas conforme você avança. Praticamente todas as habilidade únicas dos especialistas estão disponíveis no modo, o que, novamente, torna toda a experiência extremamente mais estratégica e emocionante.

Diferentemente de outros títulos do gênero, é possível virar a partida utilizando uma habilidade certa no momento exato, desde ganchos, granadas, drones, carrinhos de controle remoto até sensores. Então, Blackout se destaca na minha opinião, porque alia a jogabilidade já conhecida de Call of Duty, as habilidades especiais dos especialistas, que são extremamente estratégicas, se usadas no momento certo, e o combate rápido típico da franquia, em um mapa grande com lugares conhecidos.

Por fim, e não menos importante, temos o modo Zumbi, que traz não somente um, mas três mapas. São eles IX, Voyage of Despair e Blood of the Dead. O primeiro leva os quatro combatentes à época dos gladiadores, infestando o mapa de zumbis guerreiros, campeões e até tigres com uma temática que mistura deuses nórdicos e gregos.

O segundo se passa no Titanic, com diferentes hordas caracterizadas de passageiros e tripulação do navio, e é absurdamente grande. São milhares de corredores, salas de máquina e cabines. O último se passa na famosa prisão em Alcatraz e é baseado em Mob of the Dead, um dos mapas favoritos dos fãs de Call of Duty.

VEREDITO

Bem, Call of Duty: Black Ops 4 foi um dos melhores jogos da serie dos últimos tempos. Todos os modos foram extremamente refinados e trazem diversão e competitividade na medida certa. É uma pena que não tenhamos mais o modo história, porém a atenção nos modos de jogo foram redobradas. O modo Battle Royale é sem dúvidas um dos melhores, senão o melhor que já joguei, claro que, existe jogos que estão batendo recordes de jogadores, mas na minha opinião, foi o que melhor me atendeu.

O modo Zumbi é muito divertido, ainda mais se jogado com seus amigos, a comunicação é um dos fatores mais importantes nesse modo. Os Gráficos e efeitos sonoros, apesar de manterem o padrão da franquia, conseguiram melhorar ainda mais, principalmente nos modos Blackout e Zombies. As cores são vivas e os detalhes estão por todas as partes. Call of Duty: Black Ops 4 é compra certa.

Prós

•Otima jogabilidade

•Possibilidade de se curar a qualquer momento

Contras

•Não há modo campanha

•servidores instáveis

Queria deixar aqui registrado o agradecimento em nome da nossa equipe do Sharkiando, para a Actvision, pela cópia cedida. Essa análise foi feita em um Xbox One.

AvaliaçãoNota
Jogabilidade 9
Visual 9
Áudio 9
Replay 10

NOTA FINAL

9.25

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