Análise



Análise | Bloodstained: Ritual of the Night

Uma obra prima para os amantes de Castlevania

Wagner Alves
30/06/2019 20h36

Sou fã de Castlevania, confesso que os que mais joguei foram os Aria e Dawn of Sorrow, mas é inevitável não falar  de 'Symphony of the Night' e de como ele foi um marco na vida de vários gamers. A mente por trás desse sucesso é o Koji Igarashi e depois de sua saída da Konami, a expectativa de bons Castlevanias se esvaíram. Para a nossa alegria em 2015 o Iga ressurgiu e com uma nova ideia de reviver o estilo 'metroidvania' dá melhor forma na qual ele sabe fazer, buscando ajuda no Kickstarter foi aí que começou a nascer 'Bloodstained: Ritual of the Night'. E agora depois de todos os adiamentos possíveis e após 4 anos, podemos desfrutar dessa maravilha e vou destrinchar um pouco do game nesta análise.

História

Jogamos com a Miriam, uma fragmentária que foi usada de cobaia em experiências alquímicas e que teve cristais com poderes demoníacos implantados no seu corpo por alquimistas. Porém, durante os acontecimentos da Revolução Industrial ela entra em sono profundo por 10 anos. O que desperta ela é o surgimento de um castelo infernal e para piorar ela descobre que seu amigo Gebel, outro fragmentário, é o responsável por isso. Daí cabe a você, como Miriam, descobrir o que aconteceu com o seu amigo e o motivo dele ter invocado um castelo cheio de demônios. Mas porque a Miriam?! Como citado, ela é uma fragmentária, sendo assim possui o poder de absorver habilidades de demônios, logo ela acaba sendo a melhor opção para entrar no castelo.

Há momentos que a história segue sendo muito previsível, houve determinando momento que o plot-twist do game ficou muito obvio, mas tanto, que pareceu bobo. Sei que as histórias do Iga, não costumam ser tão profundas, mas não precisava ter momentos tão rasos.

Jogabilidade

Podemos dizer que não há muita coisa inovadora aqui, porém, ele executa com maestria o que ele sabe de melhor. Começamos bem básico e vamos evoluindo conforme o avançar da história/exploração. O sistema de habilidades e poderes gira em torno dos 'Fragmentos', que são cristais que os demônios soltam após serem derrotados, bem similar com os sistemas do Aria/Dawn of Sorrow e Order of Ecclesia. Esses fragmentos são divididos em 6 grupos, são eles: Acionador, Efeito, Direcional, Feitiço, Familiar e Habilidade, deixando em aberto infinitas possibilidades de combinações para você montar seu set de acordo com seu estilo. E você pode habilitar 'espaços' para salvar seus sets, há ate 8 espaços desbloqueáveis. É possível encontrar estantes durante a jornada, nelas encontramos um pouco mais da história, para se aprofundar mais, e também encontramos dicas de movimentos especiais com armas especificas, ajudando você a definir seu estilo de jogo.

No quesito equipamento, temos as armas e seus vários tipos disponíveis: armas de fogo, adagas, espadas de uma mão ou duas, katanas, lanças e chicotes. Seguindo de equipamentos para a cabeça e o corpo, além de dois acessórios e o cachecol, tudo isso para ajudar no seu status e facilitar seu avanço. Há a possibilidade de aumentar seus pontos de habilidades através de comidas, toda comida que você criar, na sua primeira consumação ela dará alguma bonificação, aumentando seu ataque, defesa, pontos de vida, etc. Para os já associados com castlevanias, vão se sentir em casa com a jogabilidade, e para os novatos a adaptação é rápida e fácil.

Visual e Áudio

Os gráficos são bons e cumprem bem seu papel, mas não espere algum ápice da geração. O visual da Miriam é muito carismático, você rapidamente pega afeição a ela e algo muito bacana é que em determinada parte do castelo você encontrará um 'demônio do bem' que oferece seus serviços para alterar o seu visual, como o penteado, cor do cabelo, dos olhos e da roupa. Os cenários são bem interessantes e por mais que estejamos dentro do castelo há bastante variações.

As dublagens estão razoáveis para boa, já a trilha sonora eu curti muito, a uma trilha para cada ambiente e a harmonização entre elas são perfeita, deixando o cenário de uma certa forma mais imersiva.

Replay

Este é um ponto alto na maioria dos 'metroidvania' e bom, nesse não poderia ser diferente, prepare-se para ter uma jogatina muito bem estendida, você terá o castelo todo para explorar completamente, subquests para fazer, os fragmentos para coletar, golpes específicos das armas para aprender e virar o mestre do mesmo, todos os pratos(comida) e itens para produzir, isso dentro do jogo principal. Há também os modos extras: 'Ataque dos Chefes' (antigo Boss Rush), dividida em dois percursos, onde você enfrenta os chefes do game e tenta fazer o melhor tempo ao enfrentá-los; e o 'modo corrida', que seria a aventura principal cronometrada. Há diversos códigos/passwords (fácil de encontrar pela internet) que se colocados no seu nome na hora de começar um 'new game' irá ativar várias 'trapaças' ou efeitos na sua jogatina. Se isso não te bastar, já foram prometidas 13 DLC's que chegarão totalmente gratuitas.

Veredito

'Bloodstained: RotN' é primoroso, é gostoso de jogar e viciante. Há muitos pontos positivos a se falar desse game, tive poucos problemas com ele, que foi ele ter 'crashado' uma vez e alguns loadings foram maiores que outros. Se fosse para apontar uma única coisa que eu não gostei, mas sendo chato, seria o fato de que alguns fragmentos necessários para o avanço deveria ficar a parte e não misturados com os demais, mas isso sou eu sendo chato e não desmerece em nada o game ou atrapalha em algo a experiência. Todo amante do gênero deve adquirir sem pestanejar. Já os iniciantes, o que acredito ser bem difícil, este é um ótimo jogo para se adentrar nesse universo.

Prós:

  • Visual/Design
  • Jogabilidade
  • Conteúdo

Contras:

  • História previsível

Agradecemos a 505 Games pela cópia cedida do game para a análise

AvaliaçãoNota
História 8
Jogabilidade 10
Visual 9
Áudio 9
Replay 10

NOTA FINAL

9.20

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